sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Recebeu uma caixa com o presente: uma massagem de velas. Massagem? Mas, pra não haver erro, já tinha data e horário marcado. Diante da necessidade, fez uma força e foi. Uma sala escura, iluminada por velas, um aroma indiferenciável, um ofurô vazio no canto, a música suave e baixinha ao fundo. Descobriu que as velas não eram aquelas que vira iluminando o recinto e sim outras, derretidas dentro de uma panela. Assustara-se inicialmente, mas logo seu lado masoquista provocou-lhe. Tudo começou com uma massagem relaxante e, após o aviso, logo sentiu o calor da cera derramando sobre sua perna. A dor não existia, somente uma incrível sensação que algo quente percorria seu corpo e levava embora todas aquelas frustrações. Da perna, o pé e a sensação neste momento foi indescritível. Sentia tanto prazer daquelas mãos em seu pé que não entendia por que nunca o explorara antes. Dos pés foi para a coxa, abdome, tórax, braços, mãos, pescoço. Virou-se e, enfim, as costas. Desde a primeira vez o calor da cera agradara-lhe e, por si, viveria daquela forma. A sensação que a cera quente deixava quando saía e era substituída pelo ar frio da sala só aumentava mais o prazer do novo derramar. Aquelas mãos fascinaram-no! Ao final, levou tranquilamente, vestiu seu roupão e, contido, foi embora. Uma experiência boa, certamente.
Assinar:
Postagens (Atom)