sábado, 10 de dezembro de 2011

Já disse que gosto das quintas-feiras? Quinta é sempre uma promessa, mas e dai se nada der certo? Não é fim-de-semana ainda! No big deal! Já sexta é mais tenso. Não sei por que cargas d'água minhas folgas insistem em cair na sexta. Logo cedo já abro o jornal em busca de programas animados, tentando fazer igual o que todos dizem no facebook. Não raras vezes não acho nada, os amigos somem, ou tenho muita preguiça pra sair, mais ou menos como aconteceu hoje. Adorei conversar na internet com ela sobre a reforma, sobre geladeira e, mais importante, sobre o que deveria ter na geladeira! Pensei nas inúmeras vezes quer compraria alguma coisa que sabia que gostasse e deixaria lá, quietinha, só esperando o dia que ela abrisse aquela geladeira e a encontrasse. Bem, no final, duas cervejas, uma comedia romântica - Friend with Benefits -e um sorriso no rosto. Coração piegas da porra!

domingo, 14 de agosto de 2011

Retrato de um dia dos pais

As imagens fazem parte da minha vida como as músicas. Bem pela manhã - não tão pela manhã assim - acordei e meu irmão já se encontrava em casa. Tinha deixado tudo preparado no dia anterior, então foi só entregar a ele e felicitar nosso pai. Convencemo-no a almoçar fora. Na verdade, nem perguntamos se ele queria. Aquilo parecia tão bom, diferente, digno de uma comemoração. Minha mãe, por outro lado, mostrava-se pouco interessada e tentava boicotar o plano, em vão. Fomos. Oito mesas na nossa frente, espera de uma hora, que passou tão rápido que nem vimos. Uma visita a minha vó. Ela sempre tão feliz com visitas... acostumou-se com a casa sempre tão cheia que ainda sofre por todos terem crescido e seguido seu rumo. Não sabia o que fazer com aquela casa toda cheia, mas um sorriso permanecia em seu rosto. Uma notícia estarrecedora me porturbou profundamente. O professor mais alegre e brincalhão que tive falecera. Tão novo, tão precoce... Ouvi tantos "pra morrer basta estar vivo" que não pude deixar de refletir sobre o que significava "estar vivo". Logo, deixamos os de mais idade em seu alegre jogo de baralho e fomos ao parque, assistir a Fernanda Takai divertindo crianças enquanto o céu se encarregava de deixar tudo mais especial. Bem bonito. Em certo ponto, com o solzinho se pondo ao fundo, nossos olhos não deixaram de reparar: um lençol estendido sobre a grama, um mãe sentada, tomando chimarrão, o pai deitado lendo um livro e a criança, entre os dois, brincando. A vida não pode ser mais simples e feliz, pode? Tantos pais, tantas mães, tantas crianças brincando e sorrindo. Após, teatro que já, ao entrar, já mostrava os atores em cena, esperando-nos. Eduardo Moscovis, você está sentado no meu lugar! Que nonsense, não? Tantas imagens, tantos sentimentos. No final, a certeza que as coisas precisam mudar e o primeiro passo será dado amanhã cedo, bem cedo. Aguardem!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ainda em relação a ER, talvez o Dr. Greene tenha sido o mais próximo de um herói que eu já tive. Triste saber que o seu herói nunca existiu! Tudo bem, o Super Homem e o Batman também não e tem um monte de gente por aí fantasiado! Entendeu porque eu estou ficando careca? ;)
Sempre gostei de séries, mas nunca fui fiel a uma como sou a E.R., Emergency Room, Plantão Médico. Lembro quando comecei a assistir, passava tão tarde no SBT e eu não tinha idade pra ficar acordado. Aquela movimentação toda me fascinava. Confesso que tenha sido uma das maiores contribuições a minha dedicação a medicina. Cresci acreditando que um pronto-socorro era como o County Hospital, em Chicago. Acreditava que dava pra parar um pouquinho no meio do plantão pra jogar basquete no meio da noite, que a gente tomava café todo dia de manhã no trailer da frente, que nevava e ficávamos presos na rua, mas não sem antes jogar uma bola de neve na cara do seu colega. Achava que, quando o plantão terminasse e saíssemos do trabalho, a música começaria, a cidade mostraria-se colorida e um sorriso iluminaria o rosto, enquanto os créditos subiriam. No dia seguinte, tudo começaria com um "previously in ER" e eu seria atualizado de todos os fatos, de tudo que era importante pra mais um dia incrível, ao lado de pessoas incríveis, um dia de alegrias e sofrimento que valeria toda a pena. Posso processá-los por terem me iludido tanto?
Hoje estava sendo no sofá, olhando pra lugar nenhum, pensando no rumo que vida tinha tomado. Aproveitei e pensei em todos aqueles que estiveram ao meu lado durante todos esses anos. Hoje, cada um em seu lugar e, em algum momento, devem parar e pensar o mesmo. Acho que estou me dando conta que cresci, que a vida não é mais diversão, não são horas de conversa no telefone, não é mais dever de casa, não é estudar pra prova. Começo a perceber que hoje não posso falar dos meus colegas como "meninos" e "meninas". Mas o que mudou aqui dentro, senão a falta que sinto por não ter mais tudo isso?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Que saudade do tempo que era só trocar o cartucho e pronto! Saudade do tempo que celular funcionava só pra ligar! Principalmente, saudade do tempo que marcávamos na 6a-feira uma saída no sábado e bastava isso! Agora jogamos a idéia na 6a, confirmamos por e-mail, lembramos por SMS e ainda avisamos que estamos saindo nas redes sociais! Pior, agora podemos saber onde as pessoas estão, o que elas estão fazendo... e isso, na maioria das vezes, só machuca! Eu sei que ninguém escreve "to indo" no facebook pensando em ferir alguém, mas vira e mexe isso acontece e a gente nem se dá conta! Quando foi que tudo ficou tão complicado?

domingo, 6 de março de 2011

Quando o destino te permite escolher entre a felicidade comedida, mediana, desinteressante e uma nova tentativa, sem garantias, você pára, empaca e simplesmente não sabe o que fazer. Todos, absolutamente, diriam que é necessário tentar, ousar, se jogar em novas terras; mas quanto a fazer, as coisas ficam um pouco mais complicadas. Quando trata-se de corações, de dor, de alegrias e tristezas, nossas decisões ofuscam-se e, embora saibamos o que diríamos para outrem, o silêncio e a indecisão imperam sobre nossas cabeças. Como no trivial Comer, Rezar e Amar, quando na mesa de Thanksgiving Day, ouve-se "I thank God for fear because for the first time l’m afraid the person next to me will be the one who wants to leave". Se desligar depois de tanto tempo parece tão difícil! Prefiro os relacionamentos que acabam em traição, em brigas feias, em raiva... já quando o motivo é... qual mesmo o motivo? Simplesmente seguir em frente, sem raiva, sem angústia, só com a dor no coração e a solidão da vida. Mas como? Nesse momento, as coisas parecem estar mais claras pra mim. Eu não sei o que sinto, o que fazer ou pra onde ir. Não sei mesmo. Enquanto não souber, melhor não machucar ninguém.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Era uma pessoa 98% emocional e, desse jeito, não conseguia entender como o mundo acontecia. Queria ser menos intenso, queria sofrer menos, queria amar menos. Não entendia como iam todos sempre ao trabalho sem olhar pro céu, sem ouvir as árvores. Nunca conheceu outro como ele, nem outra, nem algo. Sentia-se uma estrelinhas, sentia-se abandonado em um mundo de gente grande. No fundo, estava. No fundo, nunca procuraram entendê-lo. Mas nunca desistiu, deve estar por aí.

"A lua foi ao cinema, passava um filme engraçado, a história de uma estrela que não tinha namorado. Não tinha porque era apenas uma estrela bem pequena, dessas que, quando se apagam, ninguém vai dizer, que pena! Era uma estrela sozinha, ninguém olhava pra ela e toda luz que ela tinha cabia numa janela. A lua ficou tão triste com aquela história de amor que até hoje a lua insiste: Amanheça por favor!"
do Leminski