quarta-feira, 12 de maio de 2004

Não é discutido, mas o ponto principal de toda essa conversa é a ética. Atualmente, qualquer um - com um diploma ou não - pode escrever o que bem quiser em um jornal sem que lhe seja atribuído qualquer responsabilidade. Julgamentos de valores são feitos como verdades irrefutáveis. Oras, tem-se dito que a maior conquista da democracia foi a liberdade de expressão! Quando pequeno, diziam-me que a minha liberdade terminava onde começava a liberdade alheia! Assim, percebe-se que poucos são os que percebem a tênue linha que separa a oposição da subversão, a liberdade de expressão da agressão. A figura do presidente é, antes de mais nada, a personificação do Estado - mal do presidencialismo que concentra em uma só pessoa a chefia de governo e de estado -, portanto, qualquer agressão moral a figura do chefe de estado deve ser entendida como uma agressão a nação. Todo esse episódio, por fim, resulta da incapacidade da imprensa de lidar com fatos e da total falta de ética que assola grande parte desses profissionais. Antes de encerrar, esquivo-me do falacioso erro da generalização: há, sim, ótimos e corretos profissionais nesse setor mas que, infelizmente, têm sua imagem denegrida por uma minoria, como acontece em todos os segmentos da sociedade.

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