domingo, 23 de abril de 2006

Ouvindo : Blue Oyster Cult - Workshop of the Telescope
E se quebra-cabeças não tivessem fim, livros nunca tivessem seus finais escritos ou filmes nunca terminassem? E se final simplesmente não existisse? Seria o final o grande propósito do caminhar, sua recompensa, ou então a punição pelo caminho? Por tê-lo insistido, por tê-lo feito? Fato é que o final faz da vida menos inconseqüente, apesar de toda incoerência intrínseca a essa afirmação. Seria, então, a constante tentativa de se evitar o fim? Faz mais sentido, sim. Mas pra quê montar um quebra-cabeças que nunca terminaria? E como ler um livro sem saber seu final ou não saber se a mocinha morre no final do filme? As vezes isso simplesmente não importa, o complicado é imaginar um final, seja ele como for... nessas horas dá vontade de correr pra longe, sim, e desejar nunca ter começado a montar esse maldito quebra-cabeças.
Final? Não não! Culpa do início.

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