terça-feira, 22 de junho de 2010

Era noite e fazia um clima ameno. A lua iluminava seu caminho e ela ouvia ao longe o som dos carros enfurecidos em sua fria volta para casa. Encostada no parapeito, podia ver o rio que insistia em cruzar todo o cinza imundo daquela cidade sombria. Exitou por um momento, mas no instante posterior jogou a rosa aos cuidados da água. Enquanto sentia seu coração chorar por dentro, via a rosa partindo, sem olhar pra trás. Essa cena talvez tenha ficado em sua cabeça e se repetido tantas vezes... Por menos de um impulso não pulara no rio pra resgatá-la, por mais do que um impulso escrevia sobre vida e amor, esperando revê-la; por um impulso, não sabia o que fazer. Via-se repetidamente perdida dentro dela mesma, sem forças pra qualquer atitude. Agora, procurava um sentido pra isso tudo, em vão.

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