domingo, 4 de julho de 2010

Engraçado como o tempo é relativo. Viu-a uma vez e pouco conversaram. Na noite seguinte, acolhidos sob um lindo céu negro com estrelas vivas, se encontraram e, dessa vez, conheceram-se, brincaram e cantaram. Sentados em edredons sobre a grama, a luz das velas davam o tom ao encontro. Ele tocava violão e, muitas vezes, este era o pano de fundo pro diálogo musical que travavam. A lua tornava tudo mais especial; mostrava-se ao alto, graciosa, cheia, linda, e ambos a olhavam no instante imediatamente antes de cruzarem seus olhares. Embriagados pelo que viviam, como jovens que eram, pouco se importavam no que aconteceria após. Entretanto, o dia seguinte chegava como sempre e ela foi embora, deixando memórias que faziam-no sorrir a toa. Sorriu por muito tempo... não sabia quando a reencontraria, mas aquela noite tinha sido tão intensa que o quando não importava. Conversavam por palavras distantes até que, com um tom de dúvida, ela o abandonou definitivamente. Sofreu um pouco e seguiu sua vida, mas sua lembrança ainda arranca-lhe um sorriso.

E você, mesmo com a mais rápida passagem em minha vida, receberia uma carta linda! Meu reino pra saber o que você sentira naquela noite.

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