sábado, 26 de junho de 2010

Sempre quis entender o que o Zeca queria dizer com "ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas".

terça-feira, 22 de junho de 2010

Era noite e fazia um clima ameno. A lua iluminava seu caminho e ela ouvia ao longe o som dos carros enfurecidos em sua fria volta para casa. Encostada no parapeito, podia ver o rio que insistia em cruzar todo o cinza imundo daquela cidade sombria. Exitou por um momento, mas no instante posterior jogou a rosa aos cuidados da água. Enquanto sentia seu coração chorar por dentro, via a rosa partindo, sem olhar pra trás. Essa cena talvez tenha ficado em sua cabeça e se repetido tantas vezes... Por menos de um impulso não pulara no rio pra resgatá-la, por mais do que um impulso escrevia sobre vida e amor, esperando revê-la; por um impulso, não sabia o que fazer. Via-se repetidamente perdida dentro dela mesma, sem forças pra qualquer atitude. Agora, procurava um sentido pra isso tudo, em vão.

sábado, 5 de junho de 2010

Patty Pimentinha: O que você acha que é Amor, Charlie?
Charlie Brown: Bem, anos atrás meu pai tinha um sedan preto, 1934.
Patty Pimentinha: E o que isso tem a ver com Amor?
Charlie Brown: Então, isso é o que ele me disse: tinha essa menina, sabe? Meu pai e ela passeavam juntos de carro e sempre que ele ia pegá-la, ele segurava a porta para ela. Depois que ela entrava no carro, ele fechava a porta e dava a volta por trás do carro para entrar do outro lado. Só que, antes de ele chegar, ela se esticava até a porta do motorista e apertava o botão, trancando-o para fora. Então ela ficava lá dentro, fazendo caretas e sorrindo para ele. Para mim, Amor é isso.

... é... concordo.

domingo, 16 de maio de 2010

No fim, ele dançou a tal valsa com a paixão platônica, mas não se beijaram no final e nem o filme acabou. Ele, ainda em estado de graça, não sabia o que fazer. Nem se dara conta do que acabava de acontecer. Ela, em pé em sua frente, chamando-o pra dançar a valsa. Ele estendeu sua mão e segurou a dela com tamanho encanto... esses jovens! Se preocupou tanto se dançava direito que nem aproveitou aquela companhia. Quantas vezes sonhara com aquilo? Esperava que durasse a noite toda, mas findados alguns minutos tudo teria acabado. E acabou. Abraçaram-se e cada um voltou pro seu canto. Mais no fim ainda ele acabou com sua outra paixão, talvez sua única paixão, totalmente transloucado por acontecimentos ininarráveis. Nessa mesma noite ela se foi e, aparentemente, pra sempre. Apareceu uma vez ou outra, mas não era mais ela.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A vida evoluiu do Pense bem e chocolate surpresa pro Pogobol, pro ioiô da coca e cavaleiros do zodíaco. Do Atari, veio o Master e o Nintendo. Veio então a fase do cinema. A gente se encontrava na frente da Mesbla, comia um Mcalgumacoisa por R$4,50 e ia ao cinema, ou o contrário. Quando sobrava um pouco de dinheiro sempre rolava uns jogos na divertlândia. Nessa época já tinha SuperNintendo e o MegaDrive. Vieram, então, as aulas de violão, que sempre resultavam em rodinhas no gramado no recreio ou após a aula. Nessa época os sentimentos iam e vinham como tempestades, como músicas que não duravam mais de 3 minutos. Veio então o Nintendo64 e o playstation e, das tardes sentados no gramado, a vida foi se transformando em carteiras, livros e pressão de vestibular. Já nessa época todos estavam muito preocupados com a prova pra reparar em tudo aqui que mudava. e mudou muito. O baile de formatura do 2.o grau foi talvez o marco pra muitos do fim dessa fase (e tem gente que acreditava que dançaria valsa com aquele amor platônico e o filme acabaria num beijo). A faculdade, enfim, de tão nova, fascinante e curta logo se transformou em memórias, na maioria boas. Trabalho, concurso, casamento, filhos. Hoje já temos o playstation3 e até roda windows em videogame. Alguns fizeram um caminho mais longo, mais tortuoso. Talvez não se conformassem tanto com os rumos e tentaram algo diferente. Talvez tenham conseguido. Eu, bobo que sou, enfim chego ao final de mais uma etapa e, confesso, tenho medo e uma tristeza que embola esse coração. Aceito que esse medo é normal, que faz parte da vida, mas isso não o torna mais suportável. Olho pra trás e confesso que tenho saudades. Gostaria que tudo fosse mais fácil e eu simplesmente pudesse ligar pra todas aquelas pessoas importantes que não estão mais presentes... não dá... acho que já vi esse filme e não dava certo. Isso tudo só pra escrever a porra dos agradecimentos do convite de formatura.
As vezes esse celular mudo me dá um aperto no peito
Como dizia o Leminski, viver não tem cura.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

These are the tears I've been crying my whole life
Like an ocean of desire
I'm reaching thru the noise
Across the dusk of time
Within the lilting lies
I am singing out to you

domingo, 3 de janeiro de 2010

Hoje tive um daqueles insights que só vemos em filmes. Medo.

sábado, 2 de janeiro de 2010

1o de janeiro de 2010.
Novo ano de resultados, de consolidações.
E então "...Vai vir o dia
Em que tudo que eu diga
Seja poesia"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Assisti Avatar. Bem, eram 5 estrelas, segundo a crítica do jornal. Um filme que apresenta pouco de uma sociedade já devastada e logo te insere ante criaturas mágicas, com bela fotografia, belos cenários e uma enfadonha tentativa de te convencer. Diante de frases clichés como combater o terror com terror, impõe um imperialismo real, caricato, ante um apelo ambiental, como deveria ter sido em Copenhague. Um roteiro totalmente previsível com muitos efeitos especiais. Sim, vale a noite e dá até um suspiro no coração.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Férias. As últimas por algum tempo. Falta tão pouco e tanto ao mesmo tempo. Dizem que o 11o e o 12o semestres passam tão rápido porque é tanta preocupação com residência e afins. Não preocupação em passar, mas sobre o que fazer da minha vida. Sinto novamente aquela sensação de escolher uma carreira no vestibular, mas agora com mais responsabilidade. Após 10 anos de graduação, não me dou muito o direito de errar novamente. Conciliar meu id e superego (pena do ego! pena!). Há 10 anos eu me preocupava e sonhava e, hoje, vejo que, dessa vez, acertei. E estou bem com isso e comigo, e não há nada mais importante. Poderia estar melhor, é verdade, mas a vida encaminha-se de arrumar, ou não. Muito eu vivi, talvez menos do que desejaria, mas tive coragem de mudar tanta coisa e disso me orgulho. Hoje eu enxergo que estou mais maduro e que foi bom que tudo tenha sido dessa forma. Ponto. (Suspiros...)
Confraternização de final de ano: o primeiro, apático com sua vida e sem muita vontade de fazer mais. Vivendo a família, reclamando do marido, insatisfeita com o trabalho. Enfim encaminhado, vivendo o presente sem se preocupar com o amanhã. A mesma vida de sempre. Animado, o fim de uma jornada, muitos caminhos, muitas perspectivas e um brilho no olhar ofuscado pelo relacionamento atual. Apagada por ela mesma, mas com tanto potencial. Frustração e insatisfação, mas uma nova etapa que o impele a novas decisões. O mesmo brilho no olhar, a mesma felicidade que esconde tantas desesperanças e desilusões.

sábado, 28 de novembro de 2009

Dia bom, dia calmo, relevando coisas pequenas, procurando amenidades, reparando no céu, respirando o ar, ouvindo seu som. Nasci em um dia palíndromo, 28/11/82... legal não? Deve ter algo de especial nisso!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sabe, eu sou de um tempo que havia gentileza. Não necessariamente carinho nem amizade, mas sempre gentileza e educação. Não abria balinha se não tivesse pra todo mundo, oferecia tudo antes, abria sempre a porta pras pessoas passarem, dizia obrigado e por favor pra tudo. Mas nesse mundo não há lugar pra gente assim... Hoje, "eu não vou trazer chocolate pra macho" (e eu recusaria se oferecido). Não sei se as pessoas zangam-se quando ouvem (na frente de sua namorada e calam) "não cara, não é questão de ser macho, é questão de educação" e isso vem de casa, não dá pra ensinar, infelizmente. Queria que houvesse mais gentileza no mundo.

domingo, 15 de novembro de 2009

Essa distância que nos separa sempre me atriu. Não é você, é a distância...

pensando bem, o que seria a distância sem você...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Essa vida de plantões... o dia começa as 7h da manhã e, sem parar, as 19h tem um plantão que só termina as 7h do dia seguinte. Um cochilinho no meio da noite, a preocupação de alguém precisar, na verdade a torcida pra ninguém te chamar e você dormir. As 7h, as atividades rotineiras com ambulatórios, enfermarias... e isso até as 18h quando você vai, enfim, para casa, cansado, depois de 36h de correria e pouco descanso. Morto de sono, você tenta descansar, mas mesmo o mais animado filme de ação é devagar diante do seu sono. Você dorme um pouquinho, acorda as 23h morto de fome e com frio. Levanta, come e, de repente, o sono some! Logo agora que eu queria dormir pra recuperar as forças, sem sono, ainda cansado, sem vontade de estudar. Lá pelas 3h da manhã consigo pegar novamente no sono, mas aí já levanto as 6h, pra estar no hospital as 7h e aí tudo começa denovo.
Sabe o post debaixo? esquece.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Lembranças elouquentes daquela tarde que me vi perdido entre árvores e pensamentos. O ar fresco trazia um desejo, um sentimento adormecido, uma vontade de viver neste mundo. A chuva, por sua vez, insistente como só ela, tentava afugentar aqueles sentimentos, mas só conseguia torná-los ainda mais belos. Tudo aquilo que era novo e encantador acabou como cortinas que se fechavam, mas me deu forças pra seguir sonhando e sonhando.

sábado, 19 de setembro de 2009

Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo que quer
Meu coração de criança não é só a lembrança de um vulto feliz de mulher
Que passou por meu sonhos sem dizer adeus
e fez dos olhos meus um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim.

A incrível arte de aproximar e afastar pessoas... Não entendo o que acontece, juro. Da mesma forma que as pessoas se aproximam de mim, tão fácil; elas se vão, aos pouquinhos, de repente, sei lá como. Será egoísmo querer guardá-las todas em mim?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Depois de velho ouvindo Nirvana, pode? hahaha

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Devo atender umas 30 crianças por dia e é sempre a mesma coisa: febre, dor de cabeça, diarréia, vômitos... Hoje houve um caso diferente. O que era inicialmente só uma dor de barriga torna-se algo tão ruim. Como dar a notícia? Quando dar a notícia?
As vezes a gente sofre um pouco com os pacientes. É só trabalho, mas é vida.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

No fundo acho que somos todos muito parecidos. Sempre tentando esconder nossas fragilidades, mostrar nossas qualidades e tentando viver da melhor maneira possível.
As coisas só não ficam sempre assim, tão claras.

domingo, 28 de junho de 2009

Não imaginava que eras assim. Meus olhos e meus ouvidos insistiam, mas eu nõa podia acreditar. Tão forte, tão certa, tão segura e independente, de repente, tão frágil, tão doce, tão carente. Talvez não fosse eu que percebera, talvez você me mostrava... Não lembro de olhos me dizerem tanto antes.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Comprei um celular novo que veio com um tal de Comes With Music da Nokia. Uma espécie de loja virtual que vende músicas, muitas músicas. Detalhe: esse Comes With Music dá direito a 1 ano de downloads ilimitados e, o melhor, gratuitos. Pense na lista de downloads que se formou em 5 minutos?! Valeu o celular só por isso!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Um quarto, música alta, dança frenética e a certeza de que, da porta pra lá, tudo volta ao normal.
Assisto a isso tudo, reflito sobre cada erro seu e espero não os repetir. Esforçar-me-ei para tal.

domingo, 3 de maio de 2009

Dias como esse sempre tão pensativos e o futuro que sempre assusta. Penso tanto no futuro e não sei dizer o porquê. Será que a realidade assim é tão ruim ou eu que sonho demais, ou fujo demais, ou finjo demais? Tudo sempre foi tão fácil por aqui, mas por que nunca me senti tão satisfeito? Acho que sou reflexo de uma sociedade decadente, sem valores; acho que luto por algo que não sei se ainda existe.

domingo, 26 de abril de 2009

Reflexões após um plantão no centro obstétrico:
Putz... ainda bem que sou homem...

Reflexões após assistir um pedaço do programa do Silvio Santos no domingo:
Cara, como assim??? 0.0

Reflexões após horas de chuvinha gostosa na janela:
Ahhh... bem... ahhh... ahhh... entende?

terça-feira, 31 de março de 2009

Somedays are better than others...

domingo, 22 de março de 2009

Medo de nunca saber de verdade o que é a vida. Medo de viver uma vida que não me pertence. Medo de sonhar com algo totalmente irreal. Medo de desistir do hoje pra sonhar somente com o amanhã. Medo de não me encontrar nunca. Medo de ver tudo sempre tão distante...
Quando a realidade é tão cruel e seus sonhos são tão irrisórios... tão Who wants to be a millionaire.