Ouvindo : Zeca Baleiro - Skap
quando você diz o que ninguém diz
quando você quer o que ninguém quis
quando você ousa lousa pra que eu possa ser giz
quando você arde alardeia sua teia cheia de ardis
quando você faz a minha carne triste quase feliz
sábado, 16 de outubro de 2004
terça-feira, 12 de outubro de 2004
Ouvindo : Angra - No Pain For the Dead
A bela chuva trouxe consigo o perigo das nossas ruas esburacadas e esgorregadias. Motoristas irresponsáveis juntamente com o desprezo pelo próximo são as principais causas de toda essa violência no trânsito. Ontem foi com meu pai: um acidente, a polícia havia parado o trânsito mas um caminhão, a toda velocidade, não se importou com os carros parados a sua frente. Meu pai disse ter visto uma caminhonete ser jogada a dois metros de altura. Imagine então o que faria com um pequeno carro popular? Enquanto penas mais severas não forem adotadas, esse quadro em nada se alterará. Enquanto homicídios tiverem suas penas convertidas no pagamento de cestas básicas, haverá desrespeito. A impunidade é dita a maior causa de toda violência urbana... começo a concordar...
A bela chuva trouxe consigo o perigo das nossas ruas esburacadas e esgorregadias. Motoristas irresponsáveis juntamente com o desprezo pelo próximo são as principais causas de toda essa violência no trânsito. Ontem foi com meu pai: um acidente, a polícia havia parado o trânsito mas um caminhão, a toda velocidade, não se importou com os carros parados a sua frente. Meu pai disse ter visto uma caminhonete ser jogada a dois metros de altura. Imagine então o que faria com um pequeno carro popular? Enquanto penas mais severas não forem adotadas, esse quadro em nada se alterará. Enquanto homicídios tiverem suas penas convertidas no pagamento de cestas básicas, haverá desrespeito. A impunidade é dita a maior causa de toda violência urbana... começo a concordar...
Ouvindo : Angra - Mornig Star
Este mundo anda estranho! Quanta gente morrendo... Eu devo ao Fernando Sabino o meu fascínio pelo mundo dos livros! Foi quem me mostrou que a literatura pode ser bem mais que uma simples obrigação. Desde então, não parei mais. Um olhar crítico, uma visão humanista... acho que comecei com o pé direito! Viva Sabino! Amém!
Este mundo anda estranho! Quanta gente morrendo... Eu devo ao Fernando Sabino o meu fascínio pelo mundo dos livros! Foi quem me mostrou que a literatura pode ser bem mais que uma simples obrigação. Desde então, não parei mais. Um olhar crítico, uma visão humanista... acho que comecei com o pé direito! Viva Sabino! Amém!
domingo, 19 de setembro de 2004
sábado, 18 de setembro de 2004
segunda-feira, 6 de setembro de 2004
Ouvindo : Blind Guardian - The dark elf
Prova da Esaf para o cargo de assistente de chancelaria, do Ministério das Relações Exteriores
Cada vez mais, amplia-se a consciência de que o desenvolvimento a qualquer preço provoca efeitos desastrosos sobre a vida no planeta. Nesse sentido, sabe-se que as conseqüências de um aquecimento global de grandes proporções podem ser catastróficas. A emissão descontrolada de determinados gases na atmosfera contribui para agravar o denominado
a) efeito mundial.
b) protocolo de Kioto.
c) efeito estufa.
d) conversor catalítico.
e) barômetro de Torricelli.
P.s.: Não é sacanagem. Caiu mesmo!
Prova da Esaf para o cargo de assistente de chancelaria, do Ministério das Relações Exteriores
Cada vez mais, amplia-se a consciência de que o desenvolvimento a qualquer preço provoca efeitos desastrosos sobre a vida no planeta. Nesse sentido, sabe-se que as conseqüências de um aquecimento global de grandes proporções podem ser catastróficas. A emissão descontrolada de determinados gases na atmosfera contribui para agravar o denominado
a) efeito mundial.
b) protocolo de Kioto.
c) efeito estufa.
d) conversor catalítico.
e) barômetro de Torricelli.
P.s.: Não é sacanagem. Caiu mesmo!
domingo, 5 de setembro de 2004
sexta-feira, 3 de setembro de 2004
Pode ser que seja assim mesmo na realidade, com os outros, mas eu, eu não sou assim, eu sou confuso e complicado, e então tudo fica confuso e complicado, as coisas, as pessoas, o mundo todo, e começa a sair tudo errado, e a gente começa a ter medo e a encolher-se num cantinho escuro, porque se a gente mexe o dedinho, cai um elefante na cabeça da gente, e então a gente não mexe nem o dedinho e fica bem quieto lá no escuro, olhando as pessoas que passam juntas lá fora, alegres e rindo, e sem entender por que as pessoas estão lá fora e eu estou aqui escondido e com vontade de estar lá fora também com as pessoas, e então vai dando uma tristeza muito grande na gente e uma vontade de nunca mais sair do escuro, e, quando vê, a gente já está mexendo o dedinho para um elefante cair na cabeça, mas nenhum elefante cai, nenhum, e então o céu fica vazio de arrebentar o coração, e tudo fica mais escuro ainda.
VILELA, Luiz. Tremor de Terra . In: Tremor de terra. São Paulo: Publifolha, 2003. p. 153.
VILELA, Luiz. Tremor de Terra . In: Tremor de terra. São Paulo: Publifolha, 2003. p. 153.
segunda-feira, 30 de agosto de 2004
domingo, 29 de agosto de 2004
sábado, 21 de agosto de 2004
domingo, 8 de agosto de 2004
sábado, 7 de agosto de 2004
Ouvindo : Eastmountainsouth - The ballad of young Alban and Amandy
Você não ouviria mesmo que eu gritasse, mesmo que todo os pássaros debandassem ou todas as nuvens fugissem. Você não daria a mínima mesmo que um repentino rubro se espalhasse sobre nossas cabeças ou nosso chão se tornasse um nada absoluto. Poderia eu falar em nada absoluto? Poderia contrariar ou reafirmar tantas teorias? Hoje eu não posso muita coisa, veja bem. Se tivesse forças Rosísticas pra transformar perus em vagalumes... eu inventaria palavras e diria-lha o que não quer ouvir. Até lá rangem os garfos que ferem e não matam ou cortam-se as cabeças com lâminas cegas, como nos jornais das oito. As luzes, furo o concreto pesado que se interpõe com uma lapiseira, riscando particulas elementares desprovidas de coerência mas, acredito, ela cederá.
Você não ouviria mesmo que eu gritasse, mesmo que todo os pássaros debandassem ou todas as nuvens fugissem. Você não daria a mínima mesmo que um repentino rubro se espalhasse sobre nossas cabeças ou nosso chão se tornasse um nada absoluto. Poderia eu falar em nada absoluto? Poderia contrariar ou reafirmar tantas teorias? Hoje eu não posso muita coisa, veja bem. Se tivesse forças Rosísticas pra transformar perus em vagalumes... eu inventaria palavras e diria-lha o que não quer ouvir. Até lá rangem os garfos que ferem e não matam ou cortam-se as cabeças com lâminas cegas, como nos jornais das oito. As luzes, furo o concreto pesado que se interpõe com uma lapiseira, riscando particulas elementares desprovidas de coerência mas, acredito, ela cederá.
segunda-feira, 26 de julho de 2004
Ouvindo : The Gathering - Red is a Slow Colour
A vida, a vida, querido diário, ela foi feita pra ser vivida, não foi? Eu sei que dói, mas empacotar todas essas coisas e jogá-las fora... única coisa a fazer. Se não gostam de mim, pelo menos eu tenho que gostar! E tenho que mostrar pra mim mesmo que ainda corre sangue nessas veias, e não! não vai ser com mais dor! Cansei de sofrer, não tenho mais idade pra cultuar a tristeza. E, pensando bem, isso é só uma forma covarde de evitar a vida. Vida! Eu sonho com ela sempre! Você sabe disso! Eu tive coragem de fazer muita coisa sonhando com ela, não tive? E continuarei! E a vida? Ela que me espere, pois não a deixarei escapar dessa vez.
A vida, a vida, querido diário, ela foi feita pra ser vivida, não foi? Eu sei que dói, mas empacotar todas essas coisas e jogá-las fora... única coisa a fazer. Se não gostam de mim, pelo menos eu tenho que gostar! E tenho que mostrar pra mim mesmo que ainda corre sangue nessas veias, e não! não vai ser com mais dor! Cansei de sofrer, não tenho mais idade pra cultuar a tristeza. E, pensando bem, isso é só uma forma covarde de evitar a vida. Vida! Eu sonho com ela sempre! Você sabe disso! Eu tive coragem de fazer muita coisa sonhando com ela, não tive? E continuarei! E a vida? Ela que me espere, pois não a deixarei escapar dessa vez.
domingo, 25 de julho de 2004
sábado, 24 de julho de 2004
segunda-feira, 19 de julho de 2004
Ouvindo : Pink Floyd - Take it Back
Ingresso para o 2o dia - R$ 10,00
1kg de Feijão - R$ 1,69
Ver o Sulpa reclamando da vida e dizendo que não mais ia tocar - Não tem preço!
Agora sério. Bem, ignorância? Sim. Mas ignorância maior é o organizador do festivel, munido de um microfone, incitar pra 40 mil pessoas a jogarem uma pedra no descontente espectador, justificando seu duscurso com palavras de justiça mas se comportando de mesma ignóbil maneira. Respeito? Sim, é sempre bom! Inclusive por parte dos organizadores para com o público geral, escolhendo bandas de forma democrática, mas nunca esquecendo das raízes do festival e sempre atentando pra qualidade. Supla? Sinceramente? Filhinho de papai (e, no caso dele, de mamãe também) que sempre fez o que quis e todo mundo sempre passou a mão na cabeça! Aqui, acho que estamos cansados disso... porque isso é tão... é tão... é tão... Brasília!
Quanto ao festival. Eu gostei muito do 2o dia. As pessoas, eu, estávamos todos animados e isso sempre vai fazer a diferença! :P
Ingresso para o 2o dia - R$ 10,00
1kg de Feijão - R$ 1,69
Ver o Sulpa reclamando da vida e dizendo que não mais ia tocar - Não tem preço!
Agora sério. Bem, ignorância? Sim. Mas ignorância maior é o organizador do festivel, munido de um microfone, incitar pra 40 mil pessoas a jogarem uma pedra no descontente espectador, justificando seu duscurso com palavras de justiça mas se comportando de mesma ignóbil maneira. Respeito? Sim, é sempre bom! Inclusive por parte dos organizadores para com o público geral, escolhendo bandas de forma democrática, mas nunca esquecendo das raízes do festival e sempre atentando pra qualidade. Supla? Sinceramente? Filhinho de papai (e, no caso dele, de mamãe também) que sempre fez o que quis e todo mundo sempre passou a mão na cabeça! Aqui, acho que estamos cansados disso... porque isso é tão... é tão... é tão... Brasília!
Quanto ao festival. Eu gostei muito do 2o dia. As pessoas, eu, estávamos todos animados e isso sempre vai fazer a diferença! :P
sábado, 17 de julho de 2004
Ouvindo : Zeca Baleiro - Mundo dos Negócios
Existe uma entrada estranha ali perto do aeroporto que te leva até a cabeceira da pista e, de lá, vemos bem de perto os aviões. Bem, é diferente! Digamos que é bem ao lado da pista. Ao entrar, nota-se a placa advertindo que aquela é uma área restrita e que pessoas não autorizadas estarão sujeitos a penalidades, mas ah! que venham as emoções! :)
Existe uma entrada estranha ali perto do aeroporto que te leva até a cabeceira da pista e, de lá, vemos bem de perto os aviões. Bem, é diferente! Digamos que é bem ao lado da pista. Ao entrar, nota-se a placa advertindo que aquela é uma área restrita e que pessoas não autorizadas estarão sujeitos a penalidades, mas ah! que venham as emoções! :)
sexta-feira, 16 de julho de 2004
quinta-feira, 15 de julho de 2004
segunda-feira, 12 de julho de 2004
Essa é a primeira vez que vocês lerão algo sério nesse blog. Impressionante como as coisas vão e vêm com uma velocidade maior do que podemos perceber. Pior, elas vão e, quando nos damos conta, elas já foram. Incrível a transitoriedade dessa vida! Sábado eu assisti o jogo do Brasil com ele; ontem, depois do workshop, eu ia visitá-lo juntamente com minha vó. Foi quando me disseram pra não ir, porque eles não estavam em casa, tinham ido ao hospital. Eu quis ir, insisti, mas me mandaram voltar pra casa pois ele estava internado e eu não poderia vê-lo. Foi assim que vim pra cá, meio atordoado com tudo o que aconteceu, mas esperançoso de que amanhã iríamos visitá-lo naquela cama de lençóis azuis com aqueles tubos coloridos atrás que sempre me divertiam em hospitais. Quando acordei, ele já tinha ido. Ainda na cama, ouvi minha mãe falando ao telefone se já tinham contado pra minha vó. Levantei e, do jeito que estava, me arrastei até minha mãe pra descobrir a triste verdade. Eu era novo quando meu avô morreu, era novo pra sentir tudo isso. Agora não, agora eu sou adulto e percebo como é difícil segurar as lágrimas nessas horas. Como é difícil se mostrar forte mesmo sabendo que aquela pessoa nunca mais vai estar ao seu lado. Ele deve estar melhor agora, assim acredito. Era uma boa pessoa, uma vida difícil. Com certeza deve estar sentado ao lado de algum Deus, conversando sobre coisas boas. Será que o céu é como em um livro da Alice Sebold? Eu não tive oportunidade pra dizer-lhe o quanto eu gostava dele e o quanto era importante pra mim. Pior é que oportunidades eu tive, muitas! Se não disse foi por aquelas razões que nos levam a sempre adiar tudo: comodismo, alienação, descaso. Seja como for, chame como quiser, todos sabem exatamente o que isso é. Não mais terei a chance de dizer isso a ele, senão em orações. Como tudo aconteceu rápido, meu Deus! Tão rápido que não sei como me sinto ainda! Acho que não me dei conta ainda do fato. Pessoas, vivam a vida de vocês! Vivam o dia presente como se fosse o último! Façam de todo o momento, o momento mais feliz da sua vida! Mais feliz a cada momento, e cada momento mais feliz que o anterior! Sei que não parece comigo, mas tem que ser. Disse há poucos posts atrás que a vida era muito curta pra ser pequena! Agora percebo quão curta ela é. Era uma das pessoas mais próximas de mim, que fizeram mais por mim e eu não tive a chance de dizer obrigado. Pois bem, agora eu digo. Não tarde, acredito. Espero que onde você esteja, exista internet e você possa ler isso. Mas obrigado, obrigado por se preocupar comigo, obrigado por ser você. Deixo aqui minha pequena homenagem a essa pessoa que sempre esteve junto comigo e que continuará estando, em meu coração, por toda essa vida. Deus, cuide dele por mim. Obrigado.
domingo, 11 de julho de 2004
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