segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Assisti Avatar. Bem, eram 5 estrelas, segundo a crítica do jornal. Um filme que apresenta pouco de uma sociedade já devastada e logo te insere ante criaturas mágicas, com bela fotografia, belos cenários e uma enfadonha tentativa de te convencer. Diante de frases clichés como combater o terror com terror, impõe um imperialismo real, caricato, ante um apelo ambiental, como deveria ter sido em Copenhague. Um roteiro totalmente previsível com muitos efeitos especiais. Sim, vale a noite e dá até um suspiro no coração.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Férias. As últimas por algum tempo. Falta tão pouco e tanto ao mesmo tempo. Dizem que o 11o e o 12o semestres passam tão rápido porque é tanta preocupação com residência e afins. Não preocupação em passar, mas sobre o que fazer da minha vida. Sinto novamente aquela sensação de escolher uma carreira no vestibular, mas agora com mais responsabilidade. Após 10 anos de graduação, não me dou muito o direito de errar novamente. Conciliar meu id e superego (pena do ego! pena!). Há 10 anos eu me preocupava e sonhava e, hoje, vejo que, dessa vez, acertei. E estou bem com isso e comigo, e não há nada mais importante. Poderia estar melhor, é verdade, mas a vida encaminha-se de arrumar, ou não. Muito eu vivi, talvez menos do que desejaria, mas tive coragem de mudar tanta coisa e disso me orgulho. Hoje eu enxergo que estou mais maduro e que foi bom que tudo tenha sido dessa forma. Ponto. (Suspiros...)
Confraternização de final de ano: o primeiro, apático com sua vida e sem muita vontade de fazer mais. Vivendo a família, reclamando do marido, insatisfeita com o trabalho. Enfim encaminhado, vivendo o presente sem se preocupar com o amanhã. A mesma vida de sempre. Animado, o fim de uma jornada, muitos caminhos, muitas perspectivas e um brilho no olhar ofuscado pelo relacionamento atual. Apagada por ela mesma, mas com tanto potencial. Frustração e insatisfação, mas uma nova etapa que o impele a novas decisões. O mesmo brilho no olhar, a mesma felicidade que esconde tantas desesperanças e desilusões.
sábado, 28 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Sabe, eu sou de um tempo que havia gentileza. Não necessariamente carinho nem amizade, mas sempre gentileza e educação. Não abria balinha se não tivesse pra todo mundo, oferecia tudo antes, abria sempre a porta pras pessoas passarem, dizia obrigado e por favor pra tudo. Mas nesse mundo não há lugar pra gente assim... Hoje, "eu não vou trazer chocolate pra macho" (e eu recusaria se oferecido). Não sei se as pessoas zangam-se quando ouvem (na frente de sua namorada e calam) "não cara, não é questão de ser macho, é questão de educação" e isso vem de casa, não dá pra ensinar, infelizmente. Queria que houvesse mais gentileza no mundo.
domingo, 15 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Essa vida de plantões... o dia começa as 7h da manhã e, sem parar, as 19h tem um plantão que só termina as 7h do dia seguinte. Um cochilinho no meio da noite, a preocupação de alguém precisar, na verdade a torcida pra ninguém te chamar e você dormir. As 7h, as atividades rotineiras com ambulatórios, enfermarias... e isso até as 18h quando você vai, enfim, para casa, cansado, depois de 36h de correria e pouco descanso. Morto de sono, você tenta descansar, mas mesmo o mais animado filme de ação é devagar diante do seu sono. Você dorme um pouquinho, acorda as 23h morto de fome e com frio. Levanta, come e, de repente, o sono some! Logo agora que eu queria dormir pra recuperar as forças, sem sono, ainda cansado, sem vontade de estudar. Lá pelas 3h da manhã consigo pegar novamente no sono, mas aí já levanto as 6h, pra estar no hospital as 7h e aí tudo começa denovo.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Lembranças elouquentes daquela tarde que me vi perdido entre árvores e pensamentos. O ar fresco trazia um desejo, um sentimento adormecido, uma vontade de viver neste mundo. A chuva, por sua vez, insistente como só ela, tentava afugentar aqueles sentimentos, mas só conseguia torná-los ainda mais belos. Tudo aquilo que era novo e encantador acabou como cortinas que se fechavam, mas me deu forças pra seguir sonhando e sonhando.
sábado, 19 de setembro de 2009
Meu coração não se cansa de ter esperança de um dia ser tudo que quer
Meu coração de criança não é só a lembrança de um vulto feliz de mulher
Que passou por meu sonhos sem dizer adeus
e fez dos olhos meus um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim.
A incrível arte de aproximar e afastar pessoas... Não entendo o que acontece, juro. Da mesma forma que as pessoas se aproximam de mim, tão fácil; elas se vão, aos pouquinhos, de repente, sei lá como. Será egoísmo querer guardá-las todas em mim?
Meu coração de criança não é só a lembrança de um vulto feliz de mulher
Que passou por meu sonhos sem dizer adeus
e fez dos olhos meus um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo quer guardar o mundo em mim.
A incrível arte de aproximar e afastar pessoas... Não entendo o que acontece, juro. Da mesma forma que as pessoas se aproximam de mim, tão fácil; elas se vão, aos pouquinhos, de repente, sei lá como. Será egoísmo querer guardá-las todas em mim?
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Devo atender umas 30 crianças por dia e é sempre a mesma coisa: febre, dor de cabeça, diarréia, vômitos... Hoje houve um caso diferente. O que era inicialmente só uma dor de barriga torna-se algo tão ruim. Como dar a notícia? Quando dar a notícia?
As vezes a gente sofre um pouco com os pacientes. É só trabalho, mas é vida.
As vezes a gente sofre um pouco com os pacientes. É só trabalho, mas é vida.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Comprei um celular novo que veio com um tal de Comes With Music da Nokia. Uma espécie de loja virtual que vende músicas, muitas músicas. Detalhe: esse Comes With Music dá direito a 1 ano de downloads ilimitados e, o melhor, gratuitos. Pense na lista de downloads que se formou em 5 minutos?! Valeu o celular só por isso!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
Dias como esse sempre tão pensativos e o futuro que sempre assusta. Penso tanto no futuro e não sei dizer o porquê. Será que a realidade assim é tão ruim ou eu que sonho demais, ou fujo demais, ou finjo demais? Tudo sempre foi tão fácil por aqui, mas por que nunca me senti tão satisfeito? Acho que sou reflexo de uma sociedade decadente, sem valores; acho que luto por algo que não sei se ainda existe.
domingo, 26 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Medo de nunca saber de verdade o que é a vida. Medo de viver uma vida que não me pertence. Medo de sonhar com algo totalmente irreal. Medo de desistir do hoje pra sonhar somente com o amanhã. Medo de não me encontrar nunca. Medo de ver tudo sempre tão distante...
Quando a realidade é tão cruel e seus sonhos são tão irrisórios... tão Who wants to be a millionaire.
Quando a realidade é tão cruel e seus sonhos são tão irrisórios... tão Who wants to be a millionaire.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Eu sempre quis que houvesse coisas que abrissem de madrugada, mas confesso que não há movimento para isso. Essa cidade parece deserta domingo após a meia-noite. Seria legal muitas coisas 24h, lugares pra ir tarde, bem tarde. Imagine uma rua daqui toda movimentada as 3h16 da manhã! Seria legal! E acho que essa cidade tem potencial pra isso!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Tudo é uma questão de calendário. Uma contagem inexata de tempo que carece de correção a cada quatro anos, mas ilumina a face e, por que não, o comércio, de todo uma gente carente de atenção. Qual a importância do último dia do ano senão a impossibilidade de uma linearidade infinita, uma sucessão de dias sem parada? Que mudança trouxe a alteração soviética do calendário juliano para o gregoriano, exceto que, neste ano, eles ficaram sem carnaval. Ah, certo, faz frio, carnaval não tem graça.
domingo, 28 de dezembro de 2008
"Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou burro, educado ou analfabeto. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que importa ou não.”
Fui apresentado a este livro em janeiro deste ano por uma menina de 15 anos e, confesso, não dei muita atenção. Rodeado pelo último romance do Bernardo Carvalho e por minhas queridas biografias, pareceu-me ingênuo e, sim, é. Talvez não fosse exclusivamente pelo conteúdo. Eu viajara, estava na praia, e deixei meu cão, 14 anos de idade e já meio doente, em casa, aos cuidados de meus pais. Sabia, bem lá no fundo, que seria definitivo e, desta forma, meio que sem consciência do que fazia, despedi-me dele de uma forma especial. Arrumei sua caminha, limpei seu pêlo, abracei-o. Sabia que aquela cama seria destruída assim que eu saísse, mas, não me importei. Não sei se os cães ligam pra abraços, mas eu precisava fazê-lo. Creio que após anos de negligência, sentia-me culpado por aquela situação. Sentia-me ressentido por atribuir sua titularidade ao meu irmão, mas, se os cãos só tem um dono, sim, seria ele, e o cão demonstrava isso. Acho que era uma dor no coração pela negligência de meu irmão e sua fidelidade ao seu dono. Mas eu vivia nessa casa e ele gostava de mim também, não tanto, é verdade. Mas eu gostava muito dele. Fato que, passados 15 dias sem notícias, separados por 3mil quilômetros e imerso em vãos prazeres, recusei-me a ler o livro pelas lembranças. Não resisti por muito mais tempo e, ao telefone, perguntei aos meus pais pelo cão e recebi a notícia que, de certa forma, já sabia. Mesmo já sabendo, não foi mais fácil.
Ontem acatei a vontade alheia e assisti o filme. Pelo exposto, sou totalmente suspeito pra falar, mas chorei horrores. No final do filme, ouvia-se um coro de fungadas, daquelas quando o nariz entupido por lágrimas precisa ser desobstruído. Creio, então, que todo mundo tem uma história assim... acho que os cães são mesmo assim, queridos, amáveis, amigos. No filme, quando o ônibus escolar dobrava o último quarteirão antes da casa das crianças, Marley corria e postava-se sentado, ao lado da caixa de correios, esperando pelas crianças. Estas, ainda longe do campo de visão do cão, conversavam: Será que o Marley estará lá? Sim, ele sempre está! Como ele sabe que estamos chegando? Não sei, ele simplesmente sabe. Acho que é assim com bons cães, eles simplesmente sabem.
Meu cão, o Doug, simplesmente sabe.
Fui apresentado a este livro em janeiro deste ano por uma menina de 15 anos e, confesso, não dei muita atenção. Rodeado pelo último romance do Bernardo Carvalho e por minhas queridas biografias, pareceu-me ingênuo e, sim, é. Talvez não fosse exclusivamente pelo conteúdo. Eu viajara, estava na praia, e deixei meu cão, 14 anos de idade e já meio doente, em casa, aos cuidados de meus pais. Sabia, bem lá no fundo, que seria definitivo e, desta forma, meio que sem consciência do que fazia, despedi-me dele de uma forma especial. Arrumei sua caminha, limpei seu pêlo, abracei-o. Sabia que aquela cama seria destruída assim que eu saísse, mas, não me importei. Não sei se os cães ligam pra abraços, mas eu precisava fazê-lo. Creio que após anos de negligência, sentia-me culpado por aquela situação. Sentia-me ressentido por atribuir sua titularidade ao meu irmão, mas, se os cãos só tem um dono, sim, seria ele, e o cão demonstrava isso. Acho que era uma dor no coração pela negligência de meu irmão e sua fidelidade ao seu dono. Mas eu vivia nessa casa e ele gostava de mim também, não tanto, é verdade. Mas eu gostava muito dele. Fato que, passados 15 dias sem notícias, separados por 3mil quilômetros e imerso em vãos prazeres, recusei-me a ler o livro pelas lembranças. Não resisti por muito mais tempo e, ao telefone, perguntei aos meus pais pelo cão e recebi a notícia que, de certa forma, já sabia. Mesmo já sabendo, não foi mais fácil.
Ontem acatei a vontade alheia e assisti o filme. Pelo exposto, sou totalmente suspeito pra falar, mas chorei horrores. No final do filme, ouvia-se um coro de fungadas, daquelas quando o nariz entupido por lágrimas precisa ser desobstruído. Creio, então, que todo mundo tem uma história assim... acho que os cães são mesmo assim, queridos, amáveis, amigos. No filme, quando o ônibus escolar dobrava o último quarteirão antes da casa das crianças, Marley corria e postava-se sentado, ao lado da caixa de correios, esperando pelas crianças. Estas, ainda longe do campo de visão do cão, conversavam: Será que o Marley estará lá? Sim, ele sempre está! Como ele sabe que estamos chegando? Não sei, ele simplesmente sabe. Acho que é assim com bons cães, eles simplesmente sabem.
Meu cão, o Doug, simplesmente sabe.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Totalmente legal!!!
http://www.cult22.com/blog/2008/12/16/meu-pai-me-ensinou-que-os-cara-era-underground/
Ana faz torta. De uísque, faz torta! Roubaram a minha skol! hauhauhauhauhuah
http://www.cult22.com/blog/2008/12/16/meu-pai-me-ensinou-que-os-cara-era-underground/
Ana faz torta. De uísque, faz torta! Roubaram a minha skol! hauhauhauhauhuah
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Ouvindo : Metallica - Blackened
(...) É assim que todo o curso de uma vida pode ser desviado. Na praia de Chesil. ele poderia ter gritado o nome de Florence, poderia ter ido atrás dela. Ele não sabia, ou não teria querido saber, que, enquanto ela fugia, certa na sua dor de que o estava perdendo, nunca o amara tanto, ou mais desesperadamente, e que o som da voz dele teria sido seu resgaste, e que ela teria voltado atrás. Em vez disso, ele permaneceu num silêncio frio e honrado, na penumbra do verão, a observá-la em sua precipitação ao longo da orla, o som do seu avanço difícil perdendo-se entre o das pequenas ondas a quebrar na praia, até ela ser apenas um ponto borrado, desaparecendo na estrada estreita e infinita de seixos brilhando sob a luz pálida.
Ian McEwan em Na praia.
(...) É assim que todo o curso de uma vida pode ser desviado. Na praia de Chesil. ele poderia ter gritado o nome de Florence, poderia ter ido atrás dela. Ele não sabia, ou não teria querido saber, que, enquanto ela fugia, certa na sua dor de que o estava perdendo, nunca o amara tanto, ou mais desesperadamente, e que o som da voz dele teria sido seu resgaste, e que ela teria voltado atrás. Em vez disso, ele permaneceu num silêncio frio e honrado, na penumbra do verão, a observá-la em sua precipitação ao longo da orla, o som do seu avanço difícil perdendo-se entre o das pequenas ondas a quebrar na praia, até ela ser apenas um ponto borrado, desaparecendo na estrada estreita e infinita de seixos brilhando sob a luz pálida.
Ian McEwan em Na praia.
domingo, 7 de dezembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Ouvindo :Symphony X - Eve of Seduction
If the world could vote
http://www.iftheworldcouldvote.com/results
Momento curiosidade - Cirurgia plástica
http://www.orkut.com.br/Main#AlbumZoom.aspx?uid=7860529654311072693&pid=18&aid=1$pid=18
If the world could vote
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Momento curiosidade - Cirurgia plástica
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